sábado, 3 de abril de 2010
Santa Páscoa a todos!
A todos os que por aqui passam, desejo, do fundo do coração, uma feliz e santa Páscoa!
quinta-feira, 18 de março de 2010
Chão das Feiteiras – Ribeiro Frio – Lamaceiros – Santo da Serra - Ribeiro Serrão – Figueirinhas - 31-01-2010
Domingo, 31 de Janeiro de 2010
Apesar da noite de chuva que se tinha feito sentir, foi com surpresa minha que vi muita gente comparecer á caminhada de hoje.
O percurso delineado era fácil. O tempo, esse é que prometia não ajudar em nada. Assim foi.
Faltavam assim quinze minutos para as oito da manhã quando partimos em direcção ao Poiso.
Deveria ser aí que começaríamos a caminhada segundo o programa. Tal não viria a verificar-se porque a chuva tinha tornado demasiado escorregadio o Caminho Velho que passa pelo Chão das Feiteiras. Então desceríamos até a este chão para então aí iniciarmos a caminhada de hoje.
A chuva e o nevoeiro, conforme o previsto já estava “à nossa espera”! Estaria connosco até ao fim!
Apesar da noite de chuva que se tinha feito sentir, foi com surpresa minha que vi muita gente comparecer á caminhada de hoje.
O percurso delineado era fácil. O tempo, esse é que prometia não ajudar em nada. Assim foi.
Faltavam assim quinze minutos para as oito da manhã quando partimos em direcção ao Poiso.
Deveria ser aí que começaríamos a caminhada segundo o programa. Tal não viria a verificar-se porque a chuva tinha tornado demasiado escorregadio o Caminho Velho que passa pelo Chão das Feiteiras. Então desceríamos até a este chão para então aí iniciarmos a caminhada de hoje.
A chuva e o nevoeiro, conforme o previsto já estava “à nossa espera”! Estaria connosco até ao fim!
Depois de devidamente (?) preparados, lá seguimos pelo caminho velho que atravessa o Chão das Feiteiras derivando logo abaixo á esquerda em direcção ao Ribeiro Frio. Eram oito horas e cinquenta minutos.
A chuva continuava. A vereda, essa, para nossa surpresa estava em muito bom estado. Não evitou alguns escorregões. Nada de especial. Um quilómetro de puro deleite! Até serviu para umas gargalhadas a sério!
Uns minutos depois chegamos ao Ribeiro Frio. Foi tempo para o primeiro café da manhã. E que bem que soube.
Depois de algumas conversas de circunstância lá seguimos em direcção á Levada da Serra do Faial ou do Furado. A chuva caia cada vez mais intensamente. O percurso decorria a bom ritmo apesar da água.
Cerca de uma hora depois e tempo de cruzarmos a Ribeira do Poço do Bezerro. Ela vinha cheia de água.
Pelo caminho algumas peripécias. Alguém que completamente distraído vai literalmente para dentro da levada e molha o resto de roupa seca que possuía! Risada geral! De facto só rimos com a desgraça alheia!
Ao atingirmos a casa de divisão de águas dos Lamaceiros, paramos um pouco para reagruparmos e comermos um pouco. Sempre com a chuva por nossa companhia!
Logo de seguida encontramos a descida para a Portela, que passa pela casa Florestal dos Lamaceiros.
Continuamos caminho até á segunda caixa divisória de águas. Aí foi tempo de fazermos as despedidas do resto do pessoal. Eu e o J. Iríamos continuar caminho pela Levada da Serra do Faial. Faríamos assim o percurso delineado previamente. Iríamos assim passar pelo Ribeiro Serrão.
Com alguma surpresa dos nossos camaradas caminheiros, lá seguimos debaixo duma copiosa carga de água! Como já estávamos molhados, a roupa já não contava! Seriam á partida mais cerca de quinze quilómetros extra percurso!
Quatro estradas, João Frino, Águas Mansas, Ribeiro Serrão. Aqui, temos de sair do trilho junto á Levada e fazer o mesmo pela estrada.
Casais de Além, Vale Paraíso. Atravessamos aí a estrada nº203 e fomos até á Quinta com o mesmo nome para aí descermos pelo caminho em frente de encontro á estrada nº 102. Cruzamos esta estrada e descemos então até ao Pinheirinho, por uma vereda. Depois das Eiras, finalmente as Figueirinhas onde chegamos muito cansados. Faltavam quinze minutos para as cinco da tarde.
Foram oito horas a andar. Quase mesmo, sem parar.
Um percurso feito quase exclusivamente sob uma chuva persistente, teimosa. Mas teimosos também somos nós! Concluímos aquilo a que nos propusemos dias antes. O objectivo de completar este trajecto fora conseguido. As vistas sobre a paisagem, iriam ter de ficar para outra oportunidade.
Nós, meus amigos, continuaremos por aqui. Numa qualquer vereda, num qualquer caminho, num qualquer lugar desta terra.
Abraço e até á próxima!
(Uma vez mais, poucas fotos! A fartura de água caída do céu assim condicionou – foi o que pôde arranjar, espero que gostem)
quinta-feira, 11 de março de 2010
Poiso – Levada do Blandy – Lagoa do Blandy – Poiso - 24-01-2010
Como não era fim-de-semana de passeio com os Amigos, a falta da montanha fazia-se sentir com, muita intensidade.
Precisava respirar. Os afazeres da “vida normal” não deixam muito tempo disponível para deambular pelas serras. Havia que remediar isso. E é tão fácil por aqui, meus amigos. Em qualquer nesga de terreno se encontra um sítio mágico para apaziguar o espírito.
Sendo assim, então, nada como subir até às serras do Poiso e procurar um desses sítios.
Iria assim fazer parte da Levada do Blandy, até ao Poço – Lagoa e, se o nevoeiro me deixasse iria até ao Cabeço da Lenha.
Seria um percurso fácil. Feito em plena solidão. Perfeito. Eu e a Natureza.
Precisava respirar. Os afazeres da “vida normal” não deixam muito tempo disponível para deambular pelas serras. Havia que remediar isso. E é tão fácil por aqui, meus amigos. Em qualquer nesga de terreno se encontra um sítio mágico para apaziguar o espírito.
Sendo assim, então, nada como subir até às serras do Poiso e procurar um desses sítios.
Iria assim fazer parte da Levada do Blandy, até ao Poço – Lagoa e, se o nevoeiro me deixasse iria até ao Cabeço da Lenha.
Seria um percurso fácil. Feito em plena solidão. Perfeito. Eu e a Natureza.
A levada corre alegre por entre as Uveiras da Serra que, nesta altura, apresentam uma bonita cor avermelhada. O mês de Setembro já vai lá bem longe e as uvas da serra, tão boas para comer e para outros fins, já lá não moram.
O caminho faz-se com silêncio quase absoluto. Só o som da água a correr alegremente traz-me de volta á realidade do que me rodeia.
Continuo.
De encontro ao poço no Cabeço da Agua das Bicas. A vereda é fantástica. O ambiente que nos envolve, magnífico!
À procura de melhor sítio para pensar, resolvi continuar até ao Cabeço da Lenha. O caminho “mágico”, como lhe chama um meu amigo e eu agora também, hoje com nevoeiro quanto baste, estava sublime!
Os Pinheiros de Douglas (pseutotsuga menziesii) e os Pinheiros de Monterrei (pinus radiata) plantados pelos Serviços Florestais na década de cinquenta do século 20 dão um “ar” de “floresta encantada”, mais uma, a este sítio. O trilho é encantador e não apetece sair dali nunca!
Foi isso que fiz durante algum tempo. Mantive-me por ali. A “inspirar” aquele local e esquecer a vida.
A mudança de tempo foi repentina. Havia que voltar para trás. De volta ao Poiso.
Fica uma sensação boa. Da solidão perfeita. Da perfeita comunhão entre mim e aquele espaço mágico.
O espírito estava assim alimentado.
Era hora de voltar a casa. Para mais uma dura semana!
Abraço, até á próxima caminhada.
terça-feira, 9 de março de 2010
Ribeira Brava - Capela da Gloria - Vereda da Vigia - Vereda do Paço - Estrada M. das Fontes - Cabo Girão - Câmara de Lobos -17-01-2010
Domingo, 17 de Janeiro de 2010
Depois de passada toda a azáfama das festas de Natal e fim de ano, era tempo finalmente de voltar a caminhar pela minha terra!
Era tempo de “queimar “ alguns excessos acumulados com os encantos natalícios próprios da época.
Não pude acompanhar os Amigos na sua primeira caminhada do ano, dado que ela coincidia exactamente com o dia em que eu ficava “mais velho” um ano!
Não haveria autocarro para nos transportar ao início da caminhada deste fim-de-semana. Era assim que ditava o programa.
Sendo assim, previamente combinei com uns amigos boleia até ao sítio de início da caminhada. Ou seja, até á Ribeira Brava. O meu carro ficaria assim, á nossa espera, em Câmara de Lobos.
Sensivelmente á hora marcada, lá rumamos á Ribeira Brava. As conversas pelo caminho foram animadoras. Tratava-se de uma caminhada fácil. Própria para um início de ano, onde a preparação deixava muito a desejar. Enfim, cerca de vinte minutos depois, lá chegamos á Ribeira Brava pela via rápida.
Enquanto aguardávamos pelos camaradas caminheiros que vinham no autocarro da carreira, “vagueamos” pela baixa Ribeirabravense. Fomos assim ao bar do costume, á sandes e ao café do costume.
Um pouco depois, junto ás traseiras da igreja matriz da Ribeira Brava começaram a aparecer pouco a pouco os restantes caminheiros que fariam connosco grande parte da caminhada deste dia.
Tempo para alguns cumprimentos efusivos. Estranho este sentimento que une esta gente de diversos pensares! Votos de bom ano novo e de boas caminhadas também, acima de tudo!
Faltavam dez minutos para as dez horas quando iniciamos a referida caminhada.
Depois de passada toda a azáfama das festas de Natal e fim de ano, era tempo finalmente de voltar a caminhar pela minha terra!
Era tempo de “queimar “ alguns excessos acumulados com os encantos natalícios próprios da época.
Não pude acompanhar os Amigos na sua primeira caminhada do ano, dado que ela coincidia exactamente com o dia em que eu ficava “mais velho” um ano!
Não haveria autocarro para nos transportar ao início da caminhada deste fim-de-semana. Era assim que ditava o programa.
Sendo assim, previamente combinei com uns amigos boleia até ao sítio de início da caminhada. Ou seja, até á Ribeira Brava. O meu carro ficaria assim, á nossa espera, em Câmara de Lobos.
Sensivelmente á hora marcada, lá rumamos á Ribeira Brava. As conversas pelo caminho foram animadoras. Tratava-se de uma caminhada fácil. Própria para um início de ano, onde a preparação deixava muito a desejar. Enfim, cerca de vinte minutos depois, lá chegamos á Ribeira Brava pela via rápida.
Enquanto aguardávamos pelos camaradas caminheiros que vinham no autocarro da carreira, “vagueamos” pela baixa Ribeirabravense. Fomos assim ao bar do costume, á sandes e ao café do costume.
Um pouco depois, junto ás traseiras da igreja matriz da Ribeira Brava começaram a aparecer pouco a pouco os restantes caminheiros que fariam connosco grande parte da caminhada deste dia.
Tempo para alguns cumprimentos efusivos. Estranho este sentimento que une esta gente de diversos pensares! Votos de bom ano novo e de boas caminhadas também, acima de tudo!
Faltavam dez minutos para as dez horas quando iniciamos a referida caminhada.
Em direcção ao miradouro sobranceiro á Ribeira Brava onde temos uma panorâmica excelente sobre esta localidade. O grupo continuava animado. Foi tempo para algumas poses de grupo para as fotografias do costume.
Depois, continuamos caminho fazendo ainda parte dum troço da antiga Estrada Real e depois na Estrada Regional. Descemos assim o Caminho da Pedra Nossa Senhora de encontro á Capela de Nossa Senhora da Gloria. Faltavam vinte minutos para as onze horas.
Junto a esta simpática capela, descansamos um pouco e demos alívio ao farnel.
O lixo amontoado já lá não anda, mas a degradação, essa é, por demasiado evidente.
No Calhau da Lapa houve tempo para apreciar as ondas do mar que fustigavam o pequeno cais. A força da Natureza a fustigar o pequeno cais semi-destruído.
A Fajã dos Padres lá ao fundo, acantonada entre as rochas e o mar. Um pequeno paraíso de acesso difícil.
Chegados quase ao inicio da Vereda do Paço, o grupo digamos “partiu-se”! Os mais resistentes (?) continuariam a subir o morro que desembocaria na Estrada Municipal das Fontes.
Pela subida alguns poços abandonados denotam que por ali os terrenos devem ter sido cultivados em tempos idos.
Chegados ao cimo foi tempo de descansar mais um pouco. A subida tinha sido agreste para alguns. Havia que descansar um pouco para seguir caminho. Nuns terrenos junto á berma da estrada, um grupo de homens cavava a terra. Trazendo á luz do dia as batatas (semilhas) que depois de limpas eram espalhadas junto á estrada para serem arrumadas. A caminho dum qualquer mercado do Funchal.
Seguimos então por este caminho até a um sítio onde ele se bifurca com uma estrada sem saída á direita, ainda em construção.
No fim deste caminho subimos á esquerda, por um terreno que deve ter sido em tempos de cultivo. Agora é um bonito manto amarelo com o trevo em flor! A natureza com a sua simplicidade, consegue dar um ar da sua graça mesmo através desta erva comum em flor! Lá ao fundo o Campanário, mais ao fundo a Ribeira Brava.
No cimo deste morro há que transpor um pequeno núcleo de pedra para mais adiante tomarmos a Vereda das Fontinhas.
Mais abaixo, passamos por cima da Via Rápida de ligação do Funchal á Ribeira Brava para assim acedermos a estrada de acesso ao elevador da Fajã dos Padres. Aí, fizemos mais uma paragem.
Depois de usufruirmos das vistas magnificas que este miradouro natural nos proporciona, foi tempo de separar-nos e junto com um pequeno grupo já previamente acertado, rumamos agora, desta feita a descer, em direcção ao Caminho Velho do Rancho. Os terrenos cultivados na zona da Caldeira dão a este lugar um aspecto de um “jardim cuidado”. Impressionante como até os terrenos cultivados dão um ar tão bonito a estes socalcos dificilmente conquistados á “terra mãe”.
Descemos assim depois, pelo caminho das Preces, para a casa (lagar) de um Amigo, para onde tínhamos sido previamente convidados para provar um petisco previamente preparado.
Tudo foi levado a bom termo.
Um passeio digno de permanecer na nossa memória. Pela disposição ao longo de todo o percurso. Pelo percurso diferente, sempre com o mar como cenário.
Amigos, resta-me agradecer terem estado comigo em mais esta caminhada.
Abraço e até á próxima caminhada, num qualquer caminho, numa qualquer vereda desta magnífica terra!
terça-feira, 2 de março de 2010
A Resiliência no verdadeiro espírito Madeirense
Algures, alguém disse que o "esquecimento" era o melhor mecanismo que o ser humano desenvolvia para enfrentar as adversidades e seguir em frente.
Pode até ser uma visão "poética" da situação. O certo é que, para ultrapassar determinadas situações e seguir em frente é preciso mesmo uma determinada dose de "esquecimento". Não um "esquecimento" que nos afaste da dor dos "nossos irmãos" falecidos em plena catástrofe e daqueles que sofreram e ainda sofrem na pele as consequências dos últimos acontecimentos, mas um "esquecimento" que nos faça sair desta letargia que se apoderou de nós todos, própria de quem viveu um autentico pesadelo.
Estou em crer que a limpeza das ruas, lugares e habitações, é somente a parte "visível" do tal "esquecimento" que precisamos para seguir de facto em frente. A todos os que têm contribuído para que isso mesmo seja uma realidade de facto, não nos devemos cansar de agradecer profundamente!
Estou plenamente convicto que o espírito resiliente dos madeirenses ultrapassará mais este período negro da sua história.
A todos os que por aqui passam, e que, de tantas formas manifestam a sua força, a sua solidariedade, agradeço do fundo do coração.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
ESTE BLOG ESTÁ DE LUTO - 20-02-2010
A minha querida Ilha está de Luto. Filhos da sua terra morreram numa luta sem tréguas com a mãe Natureza.
As imagens de dor e destruição falam por si.
É preciso voltar á normalidade. É preciso.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Poiso - Pico do Areeiro - Pico Ruivo - Lombo Grande - Curral das Freiras - 28-11-2009
Sábado, 28 de Novembro 2009
Ultima caminhada deste ano.
Dia de um Sporting – Benfica. Perguntarão os meus amigos o que é que um jogo de futebol tem a ver com um blog de caminhadas. Pois é. Além das caminhadas, gosto muito de futebol. Do S.L. Benfica em especial. Muito em especial.
Para este dia estava programado pelos Amigos da Natureza um passeio com pernoita na casa de abrigo do Pico Ruivo. Havia muito tempo que tinha a intenção de experimentar esta caminhada “ a dois tempos”. A coincidência do calendário com este importante jogo do Glorioso, fez-me assim mudar de ideias. Por esta e por outra razão também. Que agora já não importa.
A verdade é que eu o J. já tínhamos combinado previamente fazer somente a primeira parte do passeio. Acompanharíamos assim os Amigos desde o Poiso até ao Pico Ruivo. Depois, seguiríamos caminho pelo Lombo Grande até ao Curral das Freiras, de onde regressaríamos ao Funchal de autocarro. Assim foi.
Saímos do Funchal no autocarro da carreira para o Arco de São Jorge, eram sete horas e trinta e cinco minutos.
Muitos caminheiros á partida para este primeiro dia de caminhada. Quase que completaram todos os lugares disponíveis no autocarro. Seguimos assim de encontro ao sítio do Poiso.
Começamos assim a andar verdadeiramente eram nove horas da manhã. O dia estava bom. Com sol, embora as nuvens já ameaçassem quando ao longe, olhávamos para o Pico do Areeiro.
Começamos a subir. Uma subida fácil. Com boas vistas. Alguns troços a terem de ser percorridos no asfalto contra a minha vontade. De vez em quando lá “cortamos” caminho por alguns troços de vereda. Interessante foi passar pelo Centro de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha. Este centro que engloba um terreno de cerca de 53 500 metros quadrados, foi adquirido ao Dr. Rui Silva conhecido médico e benfeitor, defensor do património natural da cordilheira central da Ilha da Madeira. Possui uma pequena casa/cabana que foi construída originalmente em 1967. De salientar o enorme trabalho desenvolvido neste espaço pela recuperação do coberto florestal endémico desta área. Hoje em dia já é possível verificar junto ao Pico do Areeiro o fruto deste árduo trabalho iniciado em 2001. De salientar que todo este trabalho é desenvolvido por voluntários. O verde de volta a este magnifico Pico!
Ultima caminhada deste ano.
Dia de um Sporting – Benfica. Perguntarão os meus amigos o que é que um jogo de futebol tem a ver com um blog de caminhadas. Pois é. Além das caminhadas, gosto muito de futebol. Do S.L. Benfica em especial. Muito em especial.
Para este dia estava programado pelos Amigos da Natureza um passeio com pernoita na casa de abrigo do Pico Ruivo. Havia muito tempo que tinha a intenção de experimentar esta caminhada “ a dois tempos”. A coincidência do calendário com este importante jogo do Glorioso, fez-me assim mudar de ideias. Por esta e por outra razão também. Que agora já não importa.
A verdade é que eu o J. já tínhamos combinado previamente fazer somente a primeira parte do passeio. Acompanharíamos assim os Amigos desde o Poiso até ao Pico Ruivo. Depois, seguiríamos caminho pelo Lombo Grande até ao Curral das Freiras, de onde regressaríamos ao Funchal de autocarro. Assim foi.
Saímos do Funchal no autocarro da carreira para o Arco de São Jorge, eram sete horas e trinta e cinco minutos.
Muitos caminheiros á partida para este primeiro dia de caminhada. Quase que completaram todos os lugares disponíveis no autocarro. Seguimos assim de encontro ao sítio do Poiso.
Começamos assim a andar verdadeiramente eram nove horas da manhã. O dia estava bom. Com sol, embora as nuvens já ameaçassem quando ao longe, olhávamos para o Pico do Areeiro.
Começamos a subir. Uma subida fácil. Com boas vistas. Alguns troços a terem de ser percorridos no asfalto contra a minha vontade. De vez em quando lá “cortamos” caminho por alguns troços de vereda. Interessante foi passar pelo Centro de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha. Este centro que engloba um terreno de cerca de 53 500 metros quadrados, foi adquirido ao Dr. Rui Silva conhecido médico e benfeitor, defensor do património natural da cordilheira central da Ilha da Madeira. Possui uma pequena casa/cabana que foi construída originalmente em 1967. De salientar o enorme trabalho desenvolvido neste espaço pela recuperação do coberto florestal endémico desta área. Hoje em dia já é possível verificar junto ao Pico do Areeiro o fruto deste árduo trabalho iniciado em 2001. De salientar que todo este trabalho é desenvolvido por voluntários. O verde de volta a este magnifico Pico!



Chegámos assim ao Pico do Areeiro eram cerca das dez horas. Foi assim tempo de tomar um revigorante café, tomado nos “pré-fabricados”, substitutos da antiga e saudosa estalagem do Pico do Areeiro, agora em ruínas.Mais umas conversas e algumas trocas de ideias e foi agora tempo de vestir o impermeável para enfrentar o tempo que nos esperava lá fora, a caminho do Pico Ruivo. O nevoeiro era intenso. A chuva ameaçava ser valente.
Começamos assim a caminhar na velha vereda do Pico do Areeiro - Pico Ruivo, ou seja do segundo Pico mais alto da Madeira para o Pico mais alto da Madeira. Iríamos assim dos 1818 metros do Pico do Areeiro para os 1862 do Pico Ruivo! Á primeira pode parecer um desnível “pequeno”. Quem conhece o trilho sabe bem que não é bem assim.
Agora já devidamente “apetrechados” pusemo-nos a caminho da Vereda do Pico Areeiro – Pico Ruivo.
Miradouro do Ninho da Manta, a descida para o Pico do Gato. Sempre com a chuva e nevoeiro por nossa companhia. A boa disposição, dadas as circunstancias era boa.
Fizemos o caminho pelo percurso mais curto. Pelos túneis. A subida pelas Torres não acrescentaria nada de novo a esta caminhada pelas condições climatéricas.
Levaríamos assim cerca de uma hora e meia para fazermos este percurso. Digamos que este trilho feito com nevoeiro, não provoca , a quem tem medo das alturas, vertigens. O que a meu ver, perde muito da sua adrenalina. Eu, como conheço o trilho com tempo limpo, era tempo de “aprecia-lo” de outra forma.
Pelo caminho, até ao Pico Ruivo, houve tempo ainda de recolher alguma lenha, que serviria para manter a lareira acesa, para quem iria ficar a pernoitar na casa de abrigo do Pico Ruivo.
O tempo tinha-se alterado substancialmente. Havia vento, chuva e nevoeiro. Seria assim até ao Curral das Freiras.
Eram onze e quarenta quando arrancamos. Uma hora depois chegamos á bifurcação onde viramos á esquerda de encontro ao Curral das Freiras pelo Lombo Grande. Mais uma hora de descida e atingiríamos a Vereda da Fajã Capitão na Fajã dos Cardos.
Depois das peripécias do condutor do autocarro a caminho do Funchal, devo dizer que chegamos sãos e salvos.
Como que aliviados das peripécias do transporte para a cidade, continuamos o convívio no Funchal. Era o meu último passeio deste ano. Havia que aproveitar.
Meus amigos, foi mais uma caminhada.
Em excelente companhia. Em condições não muito favoráveis. Estarei cá para continuar.
Abraço, até uma próxima caminhada na minha terra.
(PS: as poucas fotos deste passeio devem-se ás condições meterologicas - não há maquina fotografica que resista a tanta água!)
Cruzinhas (Faial) - Cova da Roda - Achada do Marques - Ilha - 15-11-2009
É meus amigos. Quase um ano de caminhadas.
Novas experiências, sensações novas, olhares novos, amigos novos. Enfim, olho para trás e vejo uma única caminhada. Que me trouxe até aqui. Por vários caminhos. Junto daqueles que me acompanham dia a dia por aqui. Do outro lado do mar ou aqui mesmo do meu lado. Eles sabem quem são. A todos eles agradeço. Também com eles, caminho.
O dia estava bom. Um domingo, digamos, com um “tempo domingueiro”. Óptimo para conviver. Óptimo para caminhar. Nada melhor que a companhia dos Amigos da Natureza para tal desiderato.
Às sete e quarenta e cinco lá caminhamos de encontro ao nosso local de partida para a nossa caminhada de hoje. Seria nas Cruzinhas no Faial que começaria a nossa caminhada.
Previamente paramos no local do costume quando as caminhadas são para aquelas bandas, ou seja, Machico. Tal como na Ribeira Brava, existe também já aqui nesta cidade, um café habitual. Foi lá mais uma vez que saboreamos o café matinal.
As dez e meia estávamos então nas Cruzinhas, para iniciar a nossa caminhada.
Novas experiências, sensações novas, olhares novos, amigos novos. Enfim, olho para trás e vejo uma única caminhada. Que me trouxe até aqui. Por vários caminhos. Junto daqueles que me acompanham dia a dia por aqui. Do outro lado do mar ou aqui mesmo do meu lado. Eles sabem quem são. A todos eles agradeço. Também com eles, caminho.
O dia estava bom. Um domingo, digamos, com um “tempo domingueiro”. Óptimo para conviver. Óptimo para caminhar. Nada melhor que a companhia dos Amigos da Natureza para tal desiderato.
Às sete e quarenta e cinco lá caminhamos de encontro ao nosso local de partida para a nossa caminhada de hoje. Seria nas Cruzinhas no Faial que começaria a nossa caminhada.
Previamente paramos no local do costume quando as caminhadas são para aquelas bandas, ou seja, Machico. Tal como na Ribeira Brava, existe também já aqui nesta cidade, um café habitual. Foi lá mais uma vez que saboreamos o café matinal.
As dez e meia estávamos então nas Cruzinhas, para iniciar a nossa caminhada.
As vistas sobre a Penha de Águia são soberbas. Os planos para boas fotografias são imensos. Difícil é escolher.
Não me canso de elogiar os elementos mais velhos deste grupo. Uma energia infindável, uma disposição sem limites. Estarei eu algum dia á altura desta gente?
Eram doze horas quando iniciamos este caminho. Pela Feiteira do Nuno, Estrada do Pico das Pedras a qual cruzamos eram treze horas. O caminho e o tempo fluíam como as conversas. Impressionante.
Quanto a nós concluímos que foi um passeio que valeu pela companhia e mais uma vez pelas belezas da nossa terra. Uma terra cheia de surpresas. A cada canto.
Nós continuaremos por aí. Nos caminhos solitários desta terra. Procurando “alimento” para a alma, tentando com palavras e fotografias transmitir emoções.
Abraço e até à próxima.
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